TDAH NÃO PODE SER MODINHA

3–4 minutos

É muito comum os médiuns que estão em desenvolvimento ou até mesmo de atendimento
se julgarem deficientes em algo para que o esforço e a continuidade seja comprometida.
Uma das coisas que mais tenho ouvido, não só dentro do templo, é auto diagnóstico de
TDAH, Ansiedade e depressão. Essas doenças são sérias, requerem tratamentos
medicamentosos e psicoterapias e não são apenas sentimentos momentâneos ou “estado
de espírito”
Ser ciumento não é TDAH, se preocupar excessivamente com seu futuro ou ter medo de
consequências não é Ansiedade e viver triste não é Depressão.
Ocorre que essas doenças causam, muitas vezes, esses mesmos sintomas mas
entendam: Doenças causam sintomas, mas sintomas não causam doenças. Há toda uma
ciência diagnóstica por trás.
Qual o grande risco: nosso cérebro é “burro e pau mandado”então ele reproduz e se adapta
àquilo que vivemos repetindo. Ficar falando que é ansioso, tem tdah ou depressão, vai tirar
dele (e lógico, de vc) a capacidade de reverter qualquer sintoma de maneira mais fácil e
rápida, onde apenas um passe em uma gira já seria suficiente.
Mas não, as pessoas fazem parecer “bonito ser feio” e repetem o tempo todo que é dente
como se fosse uma conquista, um prêmio ou um reconhecimento. TUDO EM TROCA DE
ATENÇÃO OU COMPAIXÃO.
Sendo assim, como prometido e por que já ouvi algumas vezes (não foi uma só) pessoas
associando falta de atenção e dificuldade de aprendizado (dou um olho meu se houve
dedicação em aprender mesmo) à TDAH

  1. TDAH é real — mas não é desculpa para tudo
    O Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é uma condição
    neurobiológica reconhecida pela medicina e pela ciência, caracterizada por
    desatenção, impulsividade e/ou hiperatividade. Ela pode dificultar a concentração, a
    organização e a regulação emocional — mas não elimina a capacidade de assumir
    responsabilidades, especialmente com suporte adequado. Quem realmente tem e é
    acompanhado, normalmente é medicado e orientado à jamais deixar de se desafiar,
    enfrentando situações complexas que exigem concentração e atenção aos detalhes.
  2. Laudo não é licença para irresponsabilidade
    Ter um diagnóstico não significa que a pessoa é incapaz ou que não possa ser cobrada.
    Pelo contrário: com o diagnóstico, espera-se que a pessoa tenha acesso a estratégias,
    terapias e eventualmente medicação para desenvolver mecanismos de enfrentamento
    e autogestão. Muitas pessoas com TDAH são extremamente bem-sucedidas, criativas e
    produtivas — quando aprendem a lidar com suas particularidades.
  1. Diagnóstico mal feito ou autodiagnóstico é um problema sério
    Hoje há um uso excessivo e até leviano do termo “TDAH”, especialmente nas redes sociais.
    Isso tem feito com que comportamentos comuns (como distração ou procrastinação)
    sejam confundidos com um transtorno. Isso banaliza a condição e enfraquece o discurso
    de quem realmente precisa de acolhimento e suporte.
  2. TDAH como condição limitante: depende
    Ele pode ser limitante, especialmente sem diagnóstico, sem tratamento, ou em contextos
    que exigem disciplina rígida e foco constante. Mas isso não é sinônimo de incapacidade.
    O que muda é a forma de lidar: acompanhamento terapêutico, ferramentas de
    organização, ambientes adaptados e empatia fazem a diferença.
  3. Responsabilidade continua sendo esperada
    Mesmo com limitações, espera-se que o indivíduo, dentro de suas possibilidades e com
    suporte, seja responsável por suas ações, busque ajuda e desenvolva autonomia
    progressiva. Tratar alguém com TDAH como incapaz pode ser tão prejudicial quanto ignorar
    os desafios que ela enfrenta.

2 coisas para conclusão:
A. No nosso templo, com laudo ou não, apoiaremos a pessoa em sua superação de
dificuldades, seja relacionada à doença ou não. Como? Igualando aos demais, não
flexibilizando responsabilidades, cobrando normalmente, exigindo cumprimento
das regras e principalmente, exigindo os mesmos estudos que os demais. Isso vai
igualar e fazer com que a pessoa se esforce mesmo, assim como todas estão
fazendo.
B. No meu trabalho eu lido com muitos empresários milionários e bem sucedidos
também na família, amigos, saúde, etc. Eu tenho certeza muitos deles são
candidatos perfeitos para TDAH e alguns são laudados mesmo. O que isso
atrapalha no sucesso: ZERO!
Para pensar….
Fabricio Alva
Sacerdote

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